I've forgotten how to deal with your effects
I listen to the same song over and over again
And this emptiness inside of me won't subside
No matter how much I try to fill the void you left
Singing aloud to the naked, dirty walls
I only get echo as an answer
I want you to hear my voice
When I scream the words I'll never say
When I scream your name in the middle of the night
And my body rises from my bed
As if from its own grave
Shuddering and trembling, weak and powerless
Forgotten how to breathe
Feels like drowning
Everything's so damp
And I gasp desperately for air
And dig my nails into the mattress
Back arched against such a deep wave
Of feelings caused by the mere memory of you
Finally I let myself drop
Tired, sweaty, exhausted,
And drift slowly into sleep
Knowing we'll meet again soon enough
Even if it's only in my dreams
14.8.14
29.7.14
Parasita
Passei várias noites em claro, sem conseguir dormir direito com a dor que me consumia o ventre. Meu coração disparava, o ar me faltava e a cabeça, ah, essa não parava quieta; eu não conseguia ordenar meus pensamentos, e sem a menor provocação lá estava você na minha memória de novo. Eu chorava, porque era tanto amor que parecia que eu ia transbordar; várias vezes quis vomitar de tanta agonia, botar para fora todas as lágrimas e sentimentos ruins e esse gosto amargo, de bile, que a rejeição deixava na minha boca. Eu não conseguia mais comer. Eu não conseguia mais dormir. Perdi peso, perdi forças, perdi a vontade de viver, enfim desisti de continuar alimentando esse mal que cada vez mais crescia dentro de mim e procurei ajuda profissional. O psicólogo, depois de um breve exame, me encaminhou para outro profissional. "Acho que é o caso de medicar..." "É tão grave assim, doutor? Preciso de acompanhamento psiquiátrico?" "Não. O que você tem não é dor de amor; é verme."
Marcadores:
crônica relâmpago,
poesia?
19.7.14
Nota de Falecimento
Acho que o amor morreu
Sufocado e sepultado nos escombros de mim
E não deu nem tempo de dizer adeus...
Essa gota d'água que rolou pelo meu rosto?
Isso não é uma lágrima;
É que choveu dentro de mim
E de vez em quando eu transbordo.
Sufocado e sepultado nos escombros de mim
E não deu nem tempo de dizer adeus...
Essa gota d'água que rolou pelo meu rosto?
Isso não é uma lágrima;
É que choveu dentro de mim
E de vez em quando eu transbordo.
18.7.14
Veneta
Quero perder para você meus lugares preferidos
E, perdidos, fazer amor como quem marca território
Como num sonho derrisório em uma noite insone
Quero segurar sua mão com segurança
Te tornar a bonança da minha tempestade
Que me invade em passos largos de nuvens de chumbo
Quero cantar minhas dores com palavras de outros
E em meus ouvidos moucos receber o eco dos meus lamentos
Emudecer o sofrimento até não mais sentir
Quero gritar para as paredes meus segredos
Sem sentir nenhum medo de retaliações ou sentenças
Na transparência das lágrimas que não quero chorar
Quero calar até que o momento seja oportuno
E levar para o túmulo o tumulto da minha alma
Para, com toda a calma, me permitir me afogar
E, perdidos, fazer amor como quem marca território
Como num sonho derrisório em uma noite insone
Quero segurar sua mão com segurança
Te tornar a bonança da minha tempestade
Que me invade em passos largos de nuvens de chumbo
Quero cantar minhas dores com palavras de outros
E em meus ouvidos moucos receber o eco dos meus lamentos
Emudecer o sofrimento até não mais sentir
Quero gritar para as paredes meus segredos
Sem sentir nenhum medo de retaliações ou sentenças
Na transparência das lágrimas que não quero chorar
Quero calar até que o momento seja oportuno
E levar para o túmulo o tumulto da minha alma
Para, com toda a calma, me permitir me afogar
12.7.14
Reflexões
Do espelho, uma menina me observa
Sorriso de estrelas cadentes
E olhos rasos de chuva
Seria este sorriso cor de vício
Ou o grito surdo que rasga o vazio?
Das máscaras amarrotadas a escorrer pelas paredes,
de tantas cores, formas e nomes,
qual será o verdadeiro rosto?
O passado enevoado
Descortina um futuro difuso
Fumaça colorida e espelhos, nada mais
De tudo o que me restou,
os retalhos, os farelos, os escombros,
onde se esconde a verdade em meio às mentiras?
No espelho, uma menina,
Despida de sua inocência,
Desaparece nos vapores do banho.
(Escrito em 24/09/09)
Sorriso de estrelas cadentes
E olhos rasos de chuva
Seria este sorriso cor de vício
Ou o grito surdo que rasga o vazio?
Das máscaras amarrotadas a escorrer pelas paredes,
de tantas cores, formas e nomes,
qual será o verdadeiro rosto?
O passado enevoado
Descortina um futuro difuso
Fumaça colorida e espelhos, nada mais
De tudo o que me restou,
os retalhos, os farelos, os escombros,
onde se esconde a verdade em meio às mentiras?
No espelho, uma menina,
Despida de sua inocência,
Desaparece nos vapores do banho.
(Escrito em 24/09/09)
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