25.1.12

Por todos os caminhos

E aí eu olho ao meu redor e vejo tanta, mas tanta gente escrevendo sobre problemas e esperanças e lutas e afincos e me identifico com cada palavra, cada vírgula. É um sentimento esquisito esse de se sentir capaz de entender todas as dores do mundo. As músicas dos outros cantam meus sofrimentos; os textos e filmes alheios contam pra mim direitinho tudo o que espero do meu futuro, tudo o que eu já sei que vai acontecer, e que sei porque sinto nos meus ossos que estou fadada a quebrar a cara e continuar tentando incessantemente até que um dia dê certo. Não gosto disso. Não de saber até onde posso ir, essa parte é tranquila. Mas não gosto de ver minha história escrita em palavras alheias, nas paredes avulsas, tatuada em outras peles. Preciso parar de viver a vida que todo mundo já viveu e encontrar meu próprio caminho. Cada dia mais me convenço de que tá passando da hora de jogar a mochila nas costas de novo e, mais uma vez, seguir pela estrada menos viajada. Até o dia em que chegar a um precipício.

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