4.12.11

Decadência

O mofo crescendo na parede nua
O coração que deixou de pulsar
O pássaro morto
Cinza as penas, contra o cinzento do muro
A barata que se contorce, as patas ao ar
Carne morta em decomposição
Seu olhar vidrado fitando o teto
Me atravessando num adeus silencioso

Por todos os lados, corrupção
A sombra da capela do cemitério
Carne fria, sobrevida
Gosto do que fica no limiar

Quando você morreu
Anestesiada que estava pela constância da morte
Levei duas semanas inteiras pra conseguir chorar.

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