5.1.11

Sexo, drogas e violência

Era uma janela do MSN. O amigo da voz doce de menino tímido e o amor conversavam, e o amigo afirmava que eu ia parar nos Trending Topics do twitter. O motivo? Eu estaria fazendo um tal treinamento de Ogunjá. O tal treinamento consistiria em eu definir quanto tempo de sono teria. No entanto, ia dar errado, porque eu tinha dito que só ia dormir por meia hora, e todo mundo sabe que eu não sou o tipo de pessoa que consegue cochilar por meia hora. Eu não ia sair da cama antes das dez. E o amigo dizia que isso era porque eu tinha caído enquanto pulava as sete ondas na praia, no ano novo.

Era o quarto onde eu morava na minha terra natal. Eu estava deitada, só de calcinha, em uma cama de casal, que era o único móvel claro do quarto. Todos os outros eram de madeira escura. De repente, o caso rompido entra pela porta do quarto sem maiores cerimônias. Me enrolei no lençol e lá fiquei, tentando convencê-lo de que não era uma boa idéia estarmos ali, sozinhos, os dois, eu seminua. Acabava por ceder. Nus de todo, agora, nos púnhamos a repetir o feito daquela manhã de quinta-feira. E aí a porta do quarto novamente se escancarava, e o irmão da minha chefe irrompia quarto a dentro, com um par de carregadores, e eles começavam a levar a mobília embora, exceto minha cama. E ficávamos lá, os dois, sem saber onde nos esconder. Depois, voltavam os carregadores, com moveis novos, de madeira clara, e muitas, muitas televisões. Contei cinco, espalhadas por toda a mobília, e aquilo me frustrava porque eu não tinha onde colocar o computador. Estava tudo tomado por televisões. Voltei para cama, incomodada, e ouvia a voz do irmão da chefe me dizendo que, além dos móveis, eles trouxeram também camarão empanado e outras bobagens para compensar o incômodo. O caso rompido, a essa altura usando um crucifixo de prata que me pertencia, perguntou displicentemente se tinha mais comida lá fora, porque ele estava com fome e de olho no camarão. Começou a comer e ficamos ali, na cama, comendo.

Era um quarto de paredes meio azuladas, com uma beliche encostada em uma parede e um pufe que parecia ser feito de saco de lixo encostado no canto. Estávamos jogando videogame, eu e meus colegas de trabalho, algum jogo de esportes. Então, um rapaz que era a cara do Chad Lindberg entrava, se jogava no pufe e arremessava para cada um de nós uma pistola branca, dizendo que eram controles especiais. Todos analisamos cuidadosamente nossos controles, até que uma das meninas, visivelmente drogada, enfiava o cano da pistola dentro das calças e dizia que havia um bicho lá dentro e que ela queria matá-lo. Puxou o gatilho. O sangue começou a manchar sua calça jeans clara e ela desmaiou sobre a cama. Tomei a arma da mão dela e comecei a tirar a munição, enquanto, desesperada, xingava o responsável por aquilo. As balas pareciam pilhas AAA. Eu tirava uma por uma do pente e gritava, "IT'S ALL YOUR FAULT". Mandava ele sumir com aquilo, mas só aí percebi que as armas estavam cheias de impressões digitais minhas. Me desesperei para tentar limpar, mas então a amiga acordou, disse que não se sentia muito bem e ia para casa esperar a onda passar.

O despertador tocou pela vigésima vez. Acordei.

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