23.8.10

T

É a lembrança das muitas manhãs ociosas
Das raras tardes de palavras soltas ao vento
Das noites de estudos deixados de lado
Da malícia inocente.

É a percepção do tanto de você que ficou em mim
Que hoje é parte de mim e eu não consigo mais me livrar.
O carinho que azedou; virou arrependimento,
Depois mágoa, depois rancor, e hoje, só saudade.

É acima de tudo o desejo de que o tempo, sempre sábio,
Cauterize as feridas abertas
Alivie o peso em nossos ombros
E permita que tudo volte atrás.

Pois seja Renascença ou Barroco,
Pós-modernismo, Romantismo ou Surrealismo:
Nesse conto de mil lados
Ainda faltam muitas páginas pra acabar.

Um comentário:

Eliana Mara de Freitas disse...

Dee, estou lendo aqui, e acho que sua escrita deu um salto.
Uma profusão de imagens, um estilo seu, se fazendo.

beijinhos

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